O subtema abordado pelo grupo foi “Moradores de Rua e Turistas”, nós fomos abordando este tipo de pessoas pela nossa localidade para conseguir entrevistas e deixar nosso trabalho mais rico. Com papel e caneta nas mãos fomos em busca de informações e histórias que permeiam o bairro.
Dois turistas foram abordados por mim no comercio passeando pelo Mercado Modelo, uma dessa Turista chamada Jaqueline Rocha falou a respeito das belas praias da região e de como a cidade leva o nome de “Cidade da Alegria” é justo, pois ela sempre é tratada bem quando vem visitar Salvador. Outro turista que estava a acompanhando falou como a natureza e a vegetação tropical é parecida com a cidade local dele que era Fortaleza no Ceará, comentou que os dois vieram passar apenas o carnaval aqui, mas o calor da Bahia os fez estender suas férias até o fim de Março.
Mais adiante na Praça da Inglaterra encontrei um jovem turista de São Paulo que disse passar sempre as férias aqui, mas que nunca tinha visto a cidade tão mal cuidada como neste ano, alegando ter até medo de passar perto de alguns velhos casarões em demolição na área do comércio, o lixo jogado nas ruas muitas vezes pelos moradores do local – e os moradores de rua - entopem bueiros e acabam alagando a rua do comércio inteiro onde ele passava com as famosas ‘chuvas de março’, procurei fotografar um dia quando estava chovendo no comercio perto de onde conversávamos e de fato, ficou tudo alagado.
É triste ver a realidade da vida onde temos várias pessoas que não tem onde morar e tirar seu sustento, de manhã cedo, por todas as áreas do comércio, moradores de rua estão dormindo. Procurei falar com um morador de rua que sempre está na área em frente ao Elevador Lacerda, afirmando dizer que tem família no interior, mas prefere viver sozinho em Salvador. Existem ONGs que cuidam dos moradores de Rua em Salvador, mas ainda falta organização nesse setor.
Um entrevistado ainda indagou que na época de turismo alto em Salvador, fazem um apanhado na cidade e os moradores de rua são mandados para abrigos, pois não querem estragar à ‘beleza natural’ de Salvador com pessoas deitadas no chão das praças e pedindo dinheiro.
